Jornal de Opinião

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15/11/10

Ordens e Saúde: Curar em Nome de Deus

Este foi o tema do painel, na Sessão XII, apresentado no Congresso Internacional Ordens e Congregações Religiosas em Portugal: Memória, Presença e Diásporas, que decorreu nos passados dias 2 a 5 de Novembro.

A Sala 3 da fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, recebeu dezenas de participantes que, atentamente, ouviram os comunicantes falar da importância e papel fundamental que as Ordens e Congregações tiveram e continuam a ter para o desenvolvimento da Hospitalidade.

Os Doutores João Rui Pita e Ana Leonor Pereira, da Universidade de Coimbra, deram um valioso contributo ao incidir o seu tema sobre a abordagem sobre os religiosos boticários, quer os que escreveram as farmacopeias, quer os que se dedicaram ao cultivo das ervas para abastecer as boticas conventuais.

Houve três comunicações que se destacaram neste capítulo assistencial pela forma como abordaram a acção dos instituidores e fundadores das Ordens e Congregações. O Doutor Augusto Moutinho Borges desenvolveu o tema Ordens e Saúde: Curar em Nome de Deus. O Pe. Doutor Aires Gameiro incidiu no tema Os Frades na Saúde: do Antigo Regime à República. A Irmã Mestre Paula Carneiro explorou a temática Ordens e Congregações Femininas na Saúde.

As três comunicações citadas analisaram as causas e motivos pelo qual as Ordens e Congregações se responsabilizaram pelas questões assistenciais, com maior evidência para as que, a partir do século XVI, se dedicaram quase exclusivamente à prática assistencial, hospitaleira e caritativa, irradiando pela Europa em direcção às Missões em longínquos Continentes.

Pelo exposto foi referido o papel actuante das Ordens e Congregações Hospitaleiras, com destaque para a Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, a Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos) e das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, tendo sido abordadas nesta análise outras Ordens e Congregações mais antigas, como a Hospitaleira de S. João de Jerusalém, actual Ordem de Malta, e de Santa Maria de Rocamador.

Conclui-se que as Ordens e Congregações continuam actuantes no campo assistencial, seguindo o carisma com que foram fundadas, tendo sempre como objecto de acção o ser Humano.

Sem dúvida que este painel fazia falta se não fosse incluído no vasto programa que debateu, ao longo de 4 dias, a presença das Ordens e Congregações Religiosas em Portugal, tendo aprofundado mais a história da História da arte de curar em nome de Deus.

Lisboa, 5 de Novembro de 2010

Augusto Moutinho Borges
e Aires Gameiro


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