Jornal de Opinião

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13/01/10

Por uma Igreja missionária

A universalidade da salvação em Cristo não significa que ela se destina apenas àqueles que, de maneira explícita, crêem em Cristo e entraram na Igreja. Se é destinada a todos, a salvação deve ser posta concretamente à disposição de todos. É evidente, porém, que, hoje como no passado, muitos homens não têm a possibilidade de conhecer ou aceitar a revelação do Evangelho, e de entrar na Igreja. Vivem em condições socio-culturais que o não permitem, e frequentemente foram educados noutras tradições religiosas. Para eles, a salvação de Cristo torna-se acessível em virtude de una graça que, embora dotada de uma misteriosa relação com a Igreja, todavia não os introduz formalmente nela, mas ilumina convenientemente a sua situação interior e ambiental. Esta graça provém de Cristo, é fruto do Seu Sacrifício e é comunicada pelo Espírito Santo: ela permite a cada um alcançar a salvação, com a sua livre colaboração.

Por isso o Concílio, após afirmar a dimensão central do Mistério Pascal, diz: «isto não vale apenas para aqueles que crêem em Cristo, mas para todos os homens de boa vontade, no coração dos quais opera invisivelmente a graça. Na verdade, se Cristo morreu por todos e a vocação última do homem é realmente uma só, isto é, a divina, nós devemos acreditar que o Espírito Santo oferece a todos, de um modo que só Deus conhece, a possibilidade de serem associados ao Mistério Pascal». (RM, 10).

Sempre, através dos tempos se colocou o problema da salvação para aqueles que não conhecem Jesus Cristo nem a Igreja, nem a sua mensagem de salvação. E muitos, talvez, com um espírito fechado, tipo judaico, afirmaram categoricamente que «fora da Igreja não há salvação». Isso já passou, é certo, mas ainda há muito s que se preocupam com o problema. Como diz o Concílio Vaticano II salvação é só uma e o Mistério da salvação é para todos, por isso o Espírito Santo oferece a todos os homens de boa vontade, não tenho a mínima dúvida de que são associados ao Mistério por obra e graça do Espírito Santo.

Nós católicos não somos melhores nem piores que os membros de outras religiões ou filosofias orientais que substituem a religião. O importante é seguir a lei natural que Deus semeou no coração de cada homem. Estão em situação diferente aqueles já conheceram Cristo e O abandonaram seguindo teorias obtusas ou os governantes que propõem leis que estão positivamente contra a natureza. Esses não terão desculpa nenhuma porque seus corações não quiseram acolher o Espírito de Deus e a sua mensagem. Combatem Deus. Mas não se admirem porque quem lutou contra Deus na história, foi finalmente vencido e os reinos ou seus países destruídos. O que é pena é que paguem todos por meia dúzia, uma minoria que sob pretexto de tolerância segue o materialismo, o indiferentismo religioso, e combate a sanidade mental das pessoas.

por Armando Soares

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