Jornal de Opinião

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11/01/10

Levar as pessoas a Cristo

«Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos.»
São Mateus 28, 19-20

Acabamos o tempo de Natal. Entramos no tempo comum, na vivência quotidiana do evangelho incarnado na nossa vida pessoal e comunitária. E, ao fazer a passagem de um tempo para o outro temos a festa do Baptismo do Senhor, recordando o início da vida pública de Jesus.
Também nós, depois de termos nascido pelo Baptismo (o nosso Natal) e de apresentados nos braços dos pais (a exemplo da Sagrada Família) a toda a comunidade (uma Epifania), entramos na vida pública, na missão continuadora do Mestre – levar a Boa Notícia a todas as pessoas, comunicando que Deus é Amor e que nos ama a todos.
É aqui que se insere a missão de cada cristão: levar os outros a acreditar que Deus nos ama e vivenciar esse amor na relação com todas as pessoas que se cruzam connosco nos caminhos desta vida.
Ao levar o anúncio, fazendo discípulos de Jesus Cristo e não nossos, as pessoas pedem o Baptismo ou assumem, conscientemente, o Baptismo que receberam em crianças. Com esta adesão livre e mudança de vida, cumprindo os mandamentos que Jesus nos deixou, vamos construindo na nossa vida e na nossa terra o Reino de Deus, colocando tudo nas mãos de Jesus, pois Ele está sempre connosco até ao fim dos tempos. Jesus nunca nos abandona.
Assumindo esta consciência de baptizados, como discípulos do Mestre e empenhados em anunciar a sua Palavra e não perdidos em questões mais ou menos burocráticas, invejas e mesquinhices que o homem velho teima em fazer transparecer em nós, vamos criando um Mundo novo, criando Novos Céus e uma Nova Terra.
São estes os Novos Tempos que se avizinham… Cada qual, com os seus dons pessoais colocados ao serviço de todos, vai transfigurando o homem velho no homem novo, filho de Deus e irmão de todos os homens.
Com esta consciência de que todos são filhos do mesmo Deus as nossas comunidades começam a sair de si mesmas e das suas preocupações e abracem-se ao anúncio do Evangelho.
Assim seremos verdadeiros cristãos quando conseguirmos que os outros se sintam atraídos por Jesus, pelo nosso exemplo e pelas nossas palavras, e não se afastem d’Ele pelo nosso mau exemplo e más palavras.

* Jornalista e Professor de Moral
www.novos-tempos.blogs.sapo.pt
sergio.carvalho77@gmail.com


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