Jornal de Opinião

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11/06/12

Irmãos de S. João de Deus há 90 anos no Trapiche

Celebram-se este ano os 90 anos da vinda dos Irmãos de S. João de Deus para a Madeira. Deixamos aqui algumas notas cronológicas dos anos 1920-1922 sobre os inícios da Comunidade. - 1920 (22 de Maio) - Chegam ao Funchal os Irmãos Elias Pereira da Almeida e Maria Manuel Gonçalves para estabelecer com a Junta Geral do Funchal as condições para a CSSJD. No dia seguinte, foram conhecer a Quinta do Trapiche (que já tinha sido doada pela proprietária D. Maria Paula G. Rego, metade à Diocese e outra metade à prima e a Irmã de S. Vicente de Paulo responsável do Hospício D. Amélia; cf DN 2.06.1922). - 1920 ( Maio) – Por aqueles dias Reunião “agitada” na Junta Geral para decidir confiar aos Irmãos o Manicómio Câmara Pestana. A reunião foi inconclusiva, como já tinha sido uma outra de dois Irmãos que vieram ao Funchal para o mesmo fim em 1907. Em ambos os casos os Irmãos regressaram a Lisboa. - Pelos fins de 1921 – O Superior do Telhal recebe uma carta do Dr. João de Almada presidente (1922) da Associação dos Médicos Madeirenses (AMM) a propor uma alternativa de acordo com o Senhor Bispo que cederia a Quinta do Trapiche para os Irmãos aí se instalarem como entidade particular. - 1922 (2 de Fevereiro) - Embarcaram para o Funchal os Irmãos António Maria Rodrigues e Manuel Maria Gonçalves. Chegados ao Funchal e hospedados no Seminário pelo Cónego Barreto seu Reitor, começaram a estudar a possibilidade de iniciar a desejada Fundação, mas como ainda havia reações hostis apresentaram-se ao público com o pretexto de fazer um peditório para a Casa de Saúde do Telhal, o qual ia continuar até fins de Abril. - 1922 (15 de Fevereiro) – Ocupação da Quinta do Trapiche por contrato de arrendamento sem limite de tempo com a Diocese com efeito a partir de 01-01-1922, por 3 anos. - 1922 (fins de Abril) - Os dois Irmãos têm que acompanhar um sacerdote ao Telhal para se tratar. - 1922 (15 Maio) – Embarcaram em Lisboa os Irmãos Sinforiano Lucas Feijão e Manuel Maria Gonçalves com destino ao Funchal trazendo com eles 100 escudos e o indispensável para se instalarem na Quinta do Trapiche. - 1922 (17 de Maio) - Desembarcaram no Funchal e foram intimidados por um guarda-fiscal para que os acompanhasse debaixo de prisão até ao posto da Alfandega por suspeita de contrabando. 1922 (1 de Junho) – Falecimento de D. Maria Paula G. Rego 1922 (1 de Junho) – Ao Irmão Manuel Maria Gonçalves, superior indigitado, o Sr. Bispo cede por empréstimo a Quinta do Trapiche para nela fixar residência; esta data ficou registada no Livro de Família como a da entrada desse e do Irmão Sinforiano Lucas Feijão. Mais tarde a quinta será comprada - 1922 (2 de Junho) O Irmão Manuel Maria Gonçalves vai a Santo António de manhã para missa da 1ª 6ª feira e à tarde para assistir ao funeral de D. Maria Paula G. Rego. - 1922 (3 de Junho) O Cónego Jaime de Gouveia Barreto celebra na capela da Quinta do Trapiche a festa de Beato João Grande , Irmão da Ordem Hospitaleira; foi a primeira missa com os Irmãos. - 1922 (24 de Junho)- Neste dia o Padre Joaquim Figueira, Secretário da Câmara Eclesiástica, celebra a Festa de [Santa Ana] S. João Baptista, oragos da capela, ficando o Santíssimo Sacramento daí em diante na Quinta. - 1922 (10 de Outubro) – Ereção Canónica desta Casa da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus com três Irmãos. (Continua) Funchal, 10 de Junho de 2012/Aires Gameiro

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