Jornal de Opinião

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07/09/10

Aposta na formação... dos trabalhadores

Segundo um estudo de uma empresa de gestão de recursos humanos, para 54 por cento dos portugueses, a formação é a regalia mais importante a seguir ao salário, sendo, posteriormente, apontados os benefícios de saúde e de flexibilidade de horário (14 por cento), o usufruir de viatura da empresa (6 por cento), de benefícios de reforma e dias de férias/tempo livre (4 por cento), da possibilidade de trabalhar à distância (3 por cento) e, por fim, do seguro de vida (um por cento).

O estudo atingiu cerca de 134 mil trabalhadores, dos quais mais de 16 mil portugueses.
Num mundo cada vez mais competitivo – onde a qualificação tem fundamental importância – é significativo que a aposta na formação seja um item de especial relevo... para a maioria dos nossos trabalhadores.

1.Conhecer direitos... investir na competência
Só com pessoas instruídas – tanto na sua área de actuação como no campo da convivência social e política – poderemos construir uma sociedade mais harmoniosa e cordata, pois, muitas vezes, a ignorância gera desconfiança e cria atavismos de medo e até de ressentimento.
Por certo não serão – com o devido respeito para os (ditos) beneficiários – os laureados das ‘novas oportunidades’ que irão competir na esfera de trabalhos que exigem estudo e amadurecimento... particularmente num contexto europeu.
De facto, há uma urgente necessidade – ao que parece os nossos trabalhadores já a consciencializaram – de investir na competência para que sejamos ainda melhores na competição. Acreditamos que será um investimento muito mais proveitoso do que aquele que tem sido feito em futilidades e em tentativas de afirmação pelas aparências. Também neste aspecto nós, portugueses, temos amadurecido – muitas vezes à custa das exigências vindas da União Europeia – e fomos deixando a teoria do ‘deixar tudo para a última hora’ e do lusitano desenrascanço barato.

2. Aceitar deveres... promover eficiência
O nível cultural do nosso país tem evoluído – não em conjunto simultâneo, mas por pequenas faixas da população – na tendência de não ficarmos na mera reivindicação máxima dos direitos, esquecendo os mínimos deveres: temos crescido na responsabilidade do equilíbrio entre estes vectores sociais, pessoais ou de grupo. Com efeito, vemos já os sindicatos baixarem a fasquia dos aumentos salariais; vemos crescer a convicção de que o trabalho é um direito com obrigações de justiça; vemos surgirem sinais de boa vontade entre os vários intervenientes no tecido sócio-político.
- Será na medida em que todos assumirmos as nossas responsabilidades que iremos construir um país mais justo, equitativo e próspero.
- Será na medida em que nos comprometemos – cada um segundo as suas obrigações – na construção de uma nação mais solidária que iremos vencer os desafios do presente e para o futuro.
- Será na medida em que formos unindo forças positivas que os ‘velhos do Restelo’ morrerão de tédio na praia do seu pessimismo... à custa da vitória da competência contra o oportunismo.
Havemos de conseguir!

António Sílvio Couto
(asilviocouto@gmail.com)


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